Feliz Dia Das Mães (principalmente, dos traceurs)
No intuito de visitar os traceurs e conhecer o Parkour melhor, fui ao Ibira, pela primeira vez dia 29 de abril 2007, quando fiz meu primeiro trabalho de Conscientização Corporal, porém, no dia 19 de dezembro de 2006, pela primeira vez expus meu trabalho, o qual muitos me chamam hoje: tokas.
Estou muito satisfeito! Jovens, adolescentes, meninos e meninas... pessoas! De várias idades, com sonhos próximos, distantes; com determinações parecidas, como: vencerem na vida; terem filhos; serem empresários; ajudarem o próximo, fazer os sonhos dos outros se realizarem; viajarem o mundo; morarem sozinhos; terem uma vida simples; serem os melhores no que gostam de fazer... Uns mais sérios, outros, mais extrovertidos, uns mais tímidos, outros, nem tanto; uns que curtem um determinado estilo de música, outros, outro. É uma turminha bacana que vale à pena realizarmos todo um ritual antes de sairmos de casa para nos encontrar. Cada um com sua história, portanto, pontos de vista diferentes que se somam; logo, quem se relaciona com eles cresce muito, absorve idéias novas. É uma nova safra, uma geração evoluída. Trazem sempre outras formas de analisar os fatos; a coerência e sensatez adjuntas.
A união deles dentro dos eventos dominicais, por exemplo, faz com que nos sintamos em casa, protegidos uns pelos outros, com uma sensação de força e alegria ao mesmo tempo. Uma família!
Tenho certeza que muitos tenham o Parque do Ibirapuera (ou, onde quer que treinem) como uma válvula de escape onde, alguns, descarregam suas angústias, iras, desafetos, stress, frustrações, medos... sim! Pois, lá podem ser o que realmente são, pois são respeitados e acolhidos, em determinados momentos. Muitos se descobrem melhores do que eram, por isso que fazem questão de baterem o “cartão dominical”. Claro, outros vão por, simplesmente, irem, sem motivos específicos aparentes.
Se pudesse escrever tudo o que se passou, não caberia. Talvez não fosse capaz de traduzir todas as emoções e fatos ocorridos, mas posso destacar alguns. Mudei minhas amizades pra melhor; aprimorei ouvir os mais novos e compartilhar idéias; observar meu respeito às diferenças; desenvolver melhor as idéias e passá-las a diante; resgatar a disciplina; saber ser auto-crítico sem desmerecer minha pessoa; aprimorar a didática; vencer barreiras; saber ser reconhecido; pensar no próximo; estar aberto a novas amizades; discernir; respeitar a opinião do outro, pedindo opiniões, ouvindo, refletindo antes de qualquer coisa; aproveitar bem o final de semana; ter uma vida social saudável, dando mais atenção à saúde, por exemplo; abranger e somar novas pessoas de outras localidades; respeitar o ser humano com suas dificuldades e re-analisar as minhas depois disso; elogiar o “a” e ter tato com o “b”; observar e admirar a capacidade física feminina; suportar advergências com dignidade; sentir saudades das pessoas; aprender com cada um ouvindo histórias tristes e alegres e poder dizer algo que os conforte, ou, apenas ouvir; intermediar possíveis desencontros de opinião e apaziguar; sentir o prazer de ser benquisto; entender que com as diferenças desenvolvemos o respeito, uma vez que somos diferentes aos outros, também queremos ser respeitados; que ser precipitado, dizendo e tomando certas atitudes, muitas vezes, lá na frente, veremos que nos equivocamos...
Viu como, pra alguns, ir ao encontro de vocês não se resume a um simples passeio dominical?
Aos Traceurs: agradeçam às suas mães (ou a quem os criou) por vocês serem pessoas educadas, do bem, de coração bom, inteligentes, auto-didatas, comprometidos, determinados, úteis, generosos, altruístas, bons amigos, sensíveis, estudiosos, companheiros, bons exemplos, humanos, decentes, tolerantes, corajosos, acolhedores e hospitaleiros, verdadeiros, de qualidade, respeitadores, pessoas de valor...
Às Mães dos Traceurs (ou quem os criou): Quero agradecer imensamente aos seus filhos por serem quem são. Com o coração cheio de alegria convivo com eles e aprendo a ser uma pessoa melhor a cada dia. Nossa amizade é de alma pra alma e sabemos que isso não tem preço. Poderia dar um presente pra cada uma de vocês, mas, parece que também saí ganhando com a amizade deles. É sempre agradável estar com eles; é a certeza de um bom convívio e uma surpresa boa a cada encontro. A minha verdadeira admiração e sinceridade aos seus filhos, que são, definitivamente, um presente pra mim e pra você: Mãe. Feliz Dia Das Mães! ![]()
Parkour na Virada Cultural
Nesse último 27 de abril, vários traceurs de várias cidades. Cenário? Teatro Municipal, região central de São Paulo. Emocionante! Vários deles presentes na Virada Cultural! Uns, vi pela primeira vez, outros, revi.
Muitos não se contendo de alegria, satisfação; brilho nos olhos... Percebi que tinham pessoas com a mesma hesitação que eu, felizes e se sentindo seguros por estarem com pessoas que compartilham de sonhos, determinações e afinidades.
Tinha tanta gente no Vale do Anhangabaú (próximo ao Teatro Municipal, onde acontecem eventos na região central de SP) que mesmo se os traceurs estivessem lá no meio, seria fácil encontrá-los, eles têm características próprias.
Entendo o Parkour como sendo algo além daquilo que percebemos através dos olhos. Uma vez que pessoas vindo de suas casas, muitas vezes fora do estado; alguns, ainda, enfrentando discussões em suas casas pra poderem sair e participar dos eventos; outros, enfrentando a si próprios: “vou me encontrar com traceurs ‘melhores que eu’, não posso fazer feio” – e sabemos que isso é bobagem -; questões financeiras... Realmente é fácil notar que as pessoas quando se juntam, algo, além de movimentos incríveis, os envolvem, inclusive, os espectadores. O que se prova a cada dia é que, diferente de algumas (se não todas) atividades esportivas, alguns do parkour estão preocupados com a própria evolução; ovacionam a evolução do outro; recebem bem em suas cidades e hospedam em suas casas outros praticantes (ainda que vivemos numa realidade social delicada); sequer se preocupam com etnia; origem; idade; condições financeiras, sexuais, físicas, intelectuais... (ou, se preocupavam, alguns reviram seus conceitos, ou, não os tomaram como prioridades). Destaco uma curiosidade observada há meses. Numa academia de ginástica, por exemplo, com todos os seus aparatos, tecnologia e há anos no mercado ajudando as pessoas a terem qualidade de vida, alguns de forma mais responsável, outros, nem tanto, testemunhamos algumas pessoas correndo em esteiras, pagando por isso e exercitando num ambiente de “seis” paredes, onde, muitas vezes, pessoas trabalham seus corpos uns a poucos centímetros do outro, mas sequer se falam, optando como companhia um mp3. Ótimo! As opções estão aí para serem escolhidas. Porém, no parkour, o treino é feito, na sua maioria, ao ar livre, em praças, há contato físico, olham-se nos olhos e é gratuito. Destaquei tais situações contrapostas, entretanto, sabe-se que tudo tem seus prós e contras, daí cada um prioriza o que for mais conveniente pra si. Portanto, o poder do usufruto da democracia é tão interessante quanto o usufruto em si daquilo que se escolhe. Que mais? Ah! Sotaques: mineiro, brasiliense, carioca, curitibano, alagoano, sergipano; interiorano etc... Essa mistura cultural inevitável é outra característica nobre que faz com que ganhemos toda vez que nos encontramos com traceurs do Brasil inteiro! Vemos também uma relação real, pós uma relação virtual, o que torna e contribui de alguma forma para uma espécie de Shut Down Day*, ou, “O Dia Off-line”, assim, promovendo um pouco com a saída das pessoas da frente do pc, as pessoas se conhecendo de verdade e com segurança, trocando contatos e, posteriormente, marcando reuniões ou coisas do tipo. Outro detalhe... De madrugada, sob chuvas e baixas temperaturas é de costume curtirmos um programinha mais doméstico, no entanto, vemos posts de traceurs que não se deixam abater nem com os efeitos da natureza, coisas do tipo: “faça chuva ou faça sol, vou treinar”, ou seja, vencendo o sedentarismo. Vencem obstáculos antes mesmos desses virem. Conhecemos gente nova a cada domingo (ou, a cada treino), portanto, quão maior a quantidade de pessoas, maior a segurança, ainda que muitos entendam isso como prejudicial para um bom desempenho nos treinos... Vale salientar que alguns com um pouco mais de experiência, boa vontade e paciência, desenvolvem a didática, o senso de liderança e a responsabilidade com o próximo, uma vez que se propõem a ajudar iniciantes. Falamos de assuntos diversos pós-treino. Muitos trabalham e/ou estudam. É uma febre que contagia milhares de pessoas há anos pelo Brasil e fora dele. Para muitos, o parkour já faz parte da cultura de suas regiões, um atrativo a mais pra sua comunidade e envolve, direta e indiretamente, profissionais de várias áreas, pois, ele desperta a atenção de cada vez mais pessoas que querem conhecer sua origem e sua proposta. A cada dia, mais e mais pessoas entrando nas comunidades na Internet tirando dúvidas; alguns pais se interessando por essa atividade e querendo saber como ela funciona, participando mais na vida de seus filhos, e, conseqüentemente, sabendo onde andam e quais suas companhias. Alguns traceurs mais experientes trabalham em comerciais de tv, em eventos, palestra..., inclusive, em causas sociais, arrecadando alimentos para instituições carentes, o que dignifica ainda mais essa arte chamada Le Parkour. Depois de ter essa visão além de seus movimentos incríveis, e os acompanho há algum tempo, destaquei alguns itens nesse processo: auto-estima (vencer a si próprio); família (participação); social (envolver pessoas); profissional (oportunidade de trabalhos); intelectual (adquirir conhecimento através da leitura); físico (desenvolvimento; saúde); segurança (união das pessoas); solidariedade (ajudando o próximo); educativo (apoio aos iniciantes); entretenimento (hobby). Estou satisfeito em saber que essa nova safra está bem encaminhada, considerando que tem muita gente jovem se perdendo na vida. Há uma meia dúzia que discorde do parkour e, ainda, os marginalizem e são precipitados ao apontarem apenas falhas. Inclusive, muitos deles já passaram por situações agressivas; absurdas, injustas, mesmo não prejudicando ninguém, mas, como a idéia central é ultrapassar obstáculos, esses são mais um. Valeu, Biskoitus!
* leia entrevista nesse link, é seguro http://64.233.169.104/search?q=cache:8gPpbvFDJkQJ:tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI2759944-EI4802,00-Internautas%2Bcriam%2Bdia%2Boffline.html+Dia+off-line&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=1&gl=br ), ou, digitem no Google “Dia Mundial Off-line, 3 de Maio”.
A Elite Parkourista (não vista a carapuça, não citei seu nome...)
Muitos de nós somos menos esnobes só na tristeza, na depressão, no ostracismo... causados, muitas vezes, pela falta de grana (desemprego, baixa auto-estima), solidão (falta de amigos verdadeiros, desilusão amorosa...), tragédia... Já passou por isso? Não? Puxa... ![]()
Alguém lembra quando entrou pela primeira vez na escola, ou o primeiro dia de aula? Ou, se for irmão mais novo, já tomou uns "pedala" do mais velho? Ou, no primeiro dia de emprego, já sentiu deslocado, pois alguns te olharam e o trataram como se você estivesse sem banho ou acabado de soltar um pum, empestiando o ambiente? Ou, como você foi considerado no primeiro dia de faculdade? E quando aquele que você considerava ídolo te deu uma invertida quando você disse que era fã dele desde sempre... O que? Ainda não o encontrou? Ah, tá... E quanto à pirâmide social: 10% nobres, 90%, pobres (sim, mas o "n" não é tão longe do "p", assim...); 10% nobres, 90% pobres e alguns esnobes. A respeito das pré-celebridades, ou, quase celebridades, ou, aspirantes à celebridades, ou, projetos de celebridades que passam a vida toda com o currículo umidecidos pela "pizza" debaixo do braço, batendo de porta em porta, dando com a cara na porta, tratados como idiotas... à procura de uma luz no fim do túnel, e, na maioria das vezes, é o trem que vem vindo! E os espermazinhos (porrinhas) que conseguem atravessar a "película nojenta" (sucesso relâmpago) e chegarem até o objetivo? Após a passagem, adquirem outra postura (ou fortalecem a que já lhe era peculiar) te olhando de cima pra baixo, não se misturando com simples mortais, sobre um pedestal mal estruturado, muitas vezes construído com o mesmo material do Palace II. Até a "Sandália da Humildade" foi criada pra essas pessoas que usam óculos escuros e disfarces pra se esconderem do papparazzos, em meio a tanta incoerência, pois, fogem o tempo todo, mas, ao mesmo tempo, não vivem sem os papparicos (ou seria "pappa-ricos" - me fiz entender aqui?). Sim, daí vejo dentro de um outro círculo, pessoas maltratadas por semi-celebridades, ou, sêmem-celebridades, ou esperma-celebridades que se acham os reis das cocadas pretas, sim, pois uma vez que esses olham seus fãs de cima pra baixo (isso quando olham) e os consideram mais importantes que uma ameba-mijada-paralítica-de fralda-piolhenta e com cecê, aí dá pra entender porque temos que separar, sim, na pirâmide social os réles e os tops! Os tops não se misturam com qualquer um, aos réles, bjo! Os tops são fodas, aos réles, bjo! Os tops são suuuuuper-legais, suuuuuuper-maravilhosos, suuuuuper-na-moda, suuuuuuper-tipo-assim, suuuuuuper-ultra-mega-must, aos réles, bjo! Os tops comem pão de queijo, aos réles, bjo! (e esse bj é bem de longe, viu? não vá pensando que é no rostinho...) É... o buraco de onde você saiu é diferente do meu... ahã, é... o que sai do seu buraco é diferente do que sai do meu (mesmo porque o que você come é diferente do que eu como, portanto, teores nutritivos diferentes identificados nos nossos bolos fecais - lê-se bólos, fica mais digno, ui!) ahã, é... o buraco para onde você vai é diferente do buraco que eu vou... ã..... hã. Enfim, nos resumimos a buracos... Pois é, filhinhu, na sua casa, na sua escola, no seu serviço, no parkour não é diferente. Se bem que conheço alguns praticantes que possuem uma lisura absurda, são de uma educação sem comparação, de uma simpatia e atenciosidade ímpares, de uma gentileza estratosférica, de um berço distinto e popular! Realmente bem quistos por muitos, por serem simplesmente, pessoas. Não vou citar nomes pra não dizerem que está rolando um "affair" entre mim e os que elogio verdadeiramente (como faz a galerinha do mal, né?) [mas, cuidado! temos que tomar muito cuidado com o que dissemos, como dissemos, onde dissemos e pra quem dissemos, pois a "tepretação" pode não ser das melhores, dependendo do estado de espírito de quem lê nossas baboseiras, ou, dependendo da opinião que alguns formaram a nosso respeito, muitas vezes com base em coisas sem base, e, se quem "tepretá" suas baboseiras de uma forma parcial e mais conveniente pra ela, você será banido pra sempre da vida dela... ou, da comunidade dela, ou, do fórum dela... pa-ra sem-pre! entendeu?] Bem, não tenho nada pra responder nem elucidar, mesmo porque partindo de um texto sem pé nem cabeça não há o que dizer, fazer, resta só lamentar, pois um ser humano que fica horas na frente de um pc, se achando o dono da cocada branca (sim, pois a da preta já tem dono) e falando nada com nada... começa um assunto e termina com outro nada a ver, é digno de pena... né?
Mas... Iniciantes [fodões, chega de ler, o papo é com eles agora], façam o seguinte, diquinha, quando vocês tiverem alguma dúvida, pergunta, sugestão, reclamação, objeção, protesto ou qualquer estímulo mental que os façam se manisfestar de forma inteligível ou não, coerente ou não, inusitada ou não, lembrem-se que muitos grupos não têm o serviço SAC, OMBUDSMAN, FAQ, 0-800... muitos deles não têm a menor vocação, obrigação, paciência e tempo de responderem algumas perguntas, ainda mais quando são de assuntos pra lá de mastigados. Busquem o que der por si só, sejam auto-sufcientes em suas buscas, pois "quem procura, acha" (já dizia Silvio Santos - obrigado, Sissi). E se alguns grupos, por acaso, (eu disse "por acaso", não necessariamente issa vá acontecer) os cumprimentarem com as costas, bobagem! Mais vale um esnobe verdadeiro (que se mostra logo) a um atencioso falso (que quando ele já destruiu bem sua imagem e reputação aos outros, você só descobre quando já é tarde demais). Estudem, busquem, cresçam, aprimorem, experimentem, amadureçam sozinhos, o mérito será só de vocês, depois, sim, compartilhem!
Sr Das Tokas (Silvius Hermmes)
p.s.- ah, sem perguntas, ok? é apenas um texto que você leu porque quis (podia estar treinando), e outra, também não tenho o serviço SAC nem OMBUDSMAN, então, por favor, por obséquio, por gentileza, pelo amor que você tem ao seu abdômem, não me critique, sim? pode ser que eu não esteja nos meus melhores dias e não tenha estrutura ao que você vai dizer, seja altruísta... só um pouquinho.
Lei de Murphy ou Antice
Acordei 05:30 da manhã e me aprontei. Saí em jejum para não atrasar e, talvez, encontrar com os que, de boa vontade, se propuseram a esperar os que não conheciam o lugar ou fossem sozinhos (meu caso). Com nem R$ 30 no bolso, peguei o ônibus até metrô Barra Funda (não precisava, pois poderia pegar o trem direto à Francisco Morato e de lá, Jundiaí). Na Barra Funda, peguei o trem em direção errada: Luz. Chegando lá na - que por hironia do destino não clareou nada - perguntei ao guardinha como eu faria pra ir à Jundiaí, ele me respondeu que era "esse" trem (o que eu tinha acabado de sair, antice!). Entrei na composição compondo já esse texto que você está lendo... Cheguei. Estava marcado pra todos chegarem às 08:30 na Rodoviária de Jundiaí, pra que todos fossem juntos. Ainda bem que me atrasei (vão saber por quê...). Saindo da estação de trem fui direto ao Terminal Vila Ares, onde tinha que ainda pegar o busão à Rodoviária (detalhe, já eram 08:30). Perguntei à uma moça se esse ônibus levava à Rodoviária, e ela respondeu que sim, que teria que pegar outros ônibus lá, pois esse iria até a Rodoviária Velha, de lá até à Rodoviária Nova (com o detalhe de que o ônibus daria uma vooolta - Murphy!). Ok. Cheguei lá na Velha e lá já estava saindo o outro ônibus, peguei-o - transporte gratuito! Cheguei na Rodoviária às 08:40. Peguei a passagem e aguardei; saída no ônibus às 09h. Antice 2: na passagem, ao invés de ler "poltrona 13", lí "plataforma 13". Sem comentário... continuando. Então Sr. Motorista perdi o ônibus... blá blá blá. No guichê trocaram-me de ônibus. [se uma anta lesse não teria se perdido]. Peguei meu próximo ônibus às 09:20h. Preciso dizer que dormi no ônibus? Não, né? Acordei assustado e desci num ponto onde muitos estavam descendo e segui o fluxo (ainda não era a Rodoviária de Campinas, grrrr!). Assim que desci perguntei à uma vendedora de cds onde era a Pça Arauto da Paz, ela me disse que estava longe e que teria que pegar uma condução. - "Moço (eu), essa van tá indo pra lá, dá uma perguntada". Entrei na van (+ $) e pedi pra descer no tal ponto, o cobrador disse que pararia perto (mmmhmmm, sei). Depois de minutos a fio o cobrador diz que tinha esquecido de me avisar (Murphy), que o ponto era lá embaixo... mas que eu ficasse na van que láááá na FRENTE uma outra van me traria gratuitamente... blá blá blá. Pra quem conhece Campinas, eu tinha que chegar na Pça Arauto da Paz e fui parar no bairro Pq Imperador, perto do Galleria Shopping... enfim, kilômetros-luz de lá. Troquei de van e... - podem rir agora - o motorista também esqueceu de me avisar pra descer... Cheguei na tal praça. Muito grande, show de bola o espaço, porém, segundo os próprios moradores, mal aproveitado, whatever... Lá na praça encontrei um grupo de traceurs e cheguei me (re)apresentando: E aí galera, sou o Sr Das Tokas, consegui chegar finalmente... um silêncio se fez, algumas "costas me cumprimentaram" e um "oi" tímido e sussurrado com muito esforço conseguiu chegar aos meus ouvidos. A receptividade não poderia ser pior: uma piadinha descontrolada sofreu atrito com os tímpanos de um outro ci-da-dão, que, por sua vez, sorriu de mim, não, pra mim). [Até aí nenhuma novidade, temos que nos acostumar com recepções calorosas como estas, afinal a xenofobia, boiolafobia, a srdastokasfobia ou o nome que quiserem existem para serem usadas, ou são usadas porque um dia existiram? whatever...]. Dirigi-me ao segundo grupo de traceurs que me receberam melhorzinho, né? Considerando que neste segundo ninguém (acho) me conhecia. Pelo menos foram menos esnobes (aliás, meu próximo texto terá esse tema: A Elite Parkourista, aguardem!). Perguntei pelo Dii, o cara do PK Campinas e localizaram-no pra mim. Fui até lá e conversamos. Esse sim me fez me sentir que estava eu lá, que tinha chegado de longe; conversou comigo olhando nos meus olhos e perguntou há quanto tempo eu treinava (foi quando ele descobriu que não era traceur). Apresentou-me aos seus colegas que estavam treinando, todos me cumprimentaram... Diferente, né? No terceiro grupo, conversei normal com todos que estavam lá e um deles (que faço questão de citar o nome: Lucas) foi o que me fez mais sala. Foi nessa hora que tive vontade de ficar, não fosse o $ gasto com minha antice, sim, pois, minha maior preocupação era ficar sem $ pra voltar. Conversei com o casal simpático de Campinas (Dii e sua linda namô) sobre várias coisas, até do prefeito de São Paulo (que não vem ao caso o quê, né, Kaká?) e, assim fomos até onde o PRIMEIRO grupo estava, um deles (um com chapéu da hora) pediu pra que eu subisse, simpaticamente. Fiquei lá um pouco menos deslocado, pois Lucas, meu fiel hostess estava lá me deixando com assunto. Assim, sim! Vi uns saltos, precisões, escaladas... Até que um carro da polícia (GAP) pediu pra todos nós descermos do muro... (blá blá blá). Dali todos iriam almoçar, menos Sr Das Tokas... pois já estava indo pra casa. É, também acho que fiquei pouco... ou já ía tarde demais? Deixei uma toka pro simpático e gentil do César entregar pro Luanzito. Me despedi e fui embora... a pé até a Rodoviária! Ai ai ai. O que eles treinaram hoje, eu andei (antice). Andei penkas. Se alguém conseguir um dia me dar a kilometragem que eu andei... do Parque Arauto à Av. Br. de Itapura, que, aliás, cheguei até lá no perguntômetro (só pra rimar com kilômetro). Depois de andar (em jejum) até essa avenida e enfim, chegar, perguntei a um casal pra que lado eu continuaria, e ele me disse "é pra lá" (direita). Fui na fé. Cheguei até no final da Av. Eu: por favor, a Rodoviária é aqui perto, né? Responderam: "É nessa avenida, mas você vai ter que voltar tudo porque ela fica lá no fim" (eu estava no começo; portanto, era pra ESQUERDA). Uns caras que estavam com uma brasília bege, praticamente tomados por tinta pelo corpo, perguntaram pra onde eu ía e respondi. Eles: "Estamos indo pra lá, posso te levar" (Ai ai ai). Preciso dizer o que fui pensando dentro do carro depois de tanto Murphy e antice? Enfim, cheguei! Estação de trem de Jundiaí. Em casa, às 17:30, morto de fome e vendo jacaré vestido de Carmem Miranda (calma, não uso drogas, era miragem de fome). Agora, na lan digitando... Bj, Bikoitus! Em 23/02, às 23:34h.
Eis um "GPS Parkour" básico aos que ainda não sabem chegar ao muro Manos e ao Escadão. Muitos descem na estação errada (Sumaré), pois, como o "Manos" (Pça Homero Silva) fica no "bairro de Sumaré", os que não conhecem, confundem. A estação correta pra desembarcar é a Estação Madalena (linha verde), como na ilustração.
O muro "Manos" fica na altura do número 2100 da Av. Pompéia; o escadão fica no encontro das ruas André Casado e Havaí, bairro Perdizes. Existe alguns serviços como 156 (gratuito e 24h) que nos fornece itinerários de ônibus, porém, precisamos saber o endereço correto "de onde sairemos" e "para onde vamos", e http://maplink.uol.com.br/endereco.asp que podemos ver o mapa da cidade.
Parkour com K
Imagem destaque. O Felipe (PK Villa Lobos) observou uma barra de ferro corroída por ferrugem oferecendo risco aos transeuntes, inclusive aos traceurs que costumam treinar lá. A dica de segurança é: averiguem bem onde vocês treinam! Pode ter fios desencapados, buracos, cacos de vidro nos muros a serem escalados, pregos; alguns muros podem estar prontos pra despencar etc.
p.s.- a barra foi retirada
Le Parkour
Um esporte? Uma prática? Uma atividade? Um movimento? Muitos dos praticantes têm caracterizado o Le Parkour de acordo com a realidade de cada um, e o mais interessante é que como quer que seja "definido", pra muitos com quem conversei, é como religião hoje em dia: cada um tem a sua a respeita a do outro. Sob muitos mistérios no que diz respeito à adequação da filosofia Parkour, ainda assim o que se vê de mais proveitoso é o companheirismo, a não-competição de muitos e a solidariedade, sem contar o respeito, considerando que há brasilienses, cariocas, mineiros e curitibanos treinando com paulistas e vice-versa. E quando muitos deles vêm de mochilas de suas cidades e se instalam na casas de um cara que ele viu algumas vezes nos Encontros, ou, conversou algumas outras vezes no Msn? Arriscado? Que nada. O Le Parkour tem um curioso poder de unir pessoas de várias posições sócio-econômicas, "etno-intelectuais", etárias... num só ponto, num só propósito, onde esses pequenos detalhes nem são considerados. Maravilha. E no quesito solidariedade? Uma vez me aconteceu um fato - dentro vários que sempre acontecem dessa natureza - que me deu inspiração pra redigir esse texto: uma dia eu estava sem grana suficiente pra pegar o busão e comer alguma coisa e, sempre de costume, aos domingos ía no Ibirapuera visitá-los e continuar minhas pesquisas e tecer um ponto aqui, outro ali. Cheguei no Ibirapuera a pé. Cheguei meio tonto de fome e um pouco cansado, pois tinha andado do final da Paulista até o parque - não é muito pra quem está acostumado, mas sem almoçar... Sentei perto de uma árvore e perguntei se alguém tinha algo dentro da mochila pra eu comer. Um deles, com seus 16 anos, sacou uns salgadinhos e uns pães de queijo (que ele tinha guardado pra namorada) e meu deu. Até aí tudo bem, qualquer um com o mínimo de espírito solidário teria feito o mesmo. Porém, no final do dia, ainda na mesma situação financeira, pra ir embora resolvi pedir pra todos que estavam lá, menos ao que tinha matado minha fome, sei lá, fiquei envergonhado... Ninguém tinha sequer um puto. Foi quando pedi pro último cara uma passagem de ônibus, ele me ouviu pedindo e me disse que tinha, pra eu não me preocupar. Depois, longe de todos, sutilmente, ele colocou bem dobradinho no meu cachecol. Até assutei, pensei que era uma de suas brincadeiras, mas quando fui ver tinha doze reais. Segurei o dinheiro e perguntei pra ele por que ele tinha me dado quase seis vezes mais o que eu precisava? Respondeu: - "Pra você passar a semana". Aquilo me fez viajar no pensamento... E uma das coisas que pensei foi: como um cara pode se preocupar com uma pessoa daquele jeito? Fiquei estarrecido. Claro. Isso não significa que um adolescente não possa fazer isso, mas, pelo menos comigo, isso soou incomum. Daí, mais uma vez fui buscar as razões de estar pra lá de envolvido no Le Parkour... Eu que não pratico, me vejo fascinado pela prática e pelas amizades novas, imagine quem pratica então? É uma força sem explicação, só não vou lá quando não dá mesmo. É realmente uma família que cresce a cada treino, sempre tem gente nova querendo conhecer o Parkour. São pais trazendo seus filhos que viram algo na tv, no jornal, pra que eles experimentem esse "esporte diferente"; são casais de namorados que uma vez ficaram admirados com os movimentos dos traceurs e no outro dia foram tentar; são praticantes de alguma arte marcial, dança... que foram em busca de aprimoramento técnico. Enfim, o Le Parkour é como coração de mãe. Outra característica interessante que eu vejo nos traceurs (praticantes do Le Parkour) é a habilidade que muitos tinham mas não se davam conta. A didática, o senso de liderança, por exemploo. Observei várias vezes amigos traceurs passando seus conhecimentos ainda que poucos, porém, suficientes pra que seu "aprendiz" possa dar um ponta pé inicial nos movimentos básicos: um rolamento, uma precisão... Muitos deles nem sabem o quão talentosos são. E quando digo talento, não me refiro só em dar grandes vaults ou desenvolver grandes performances, mas também, em saber ouvir e passar para o interessado algo que ele possa desenvolver com segurança e disciplina. Além do mais destaco muitos outros pontos positivos na prática... em breve! Abraços, Bikoitinhus!
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