Parkour com K



L embro kuando o Parkour me foi apresentado
L embro dele me falando algo sobre pulos e obstákulos
L í na Superinteressante, o Edú foi entrevistado
L embram (as suas mãos) garras, tentákulos...

E ntre um muro e outro, saltos, vôos, aterrissagens
E kilíbrio de gato, presteza de makako
E sses traceurs buskam aventuras em suas viagens
E , no final dos treinos, viram um kako

P reparo físiko pra suportar os impaktos dos exercícios
P ensam no medo depois ke exekutam os movimentos
P ra muitos deles nada disso é sakrifício
P ois, muitos deles, aproveitam os bons momentos

A ndei peskisando a fundo várias kestões ke me importam
A té sobre os prekonceitos ke muitos deles enfrentam
A í observei ke eles, kom dignidade, os suportam
A stutos, artikulados, embasados, agüentam

R adikal, porém há kem diga ke não é um esporte
R espondem ke são movimentos, enfim, uma atividade
R esumem num bordão: “ser útil pra ser forte”
R espeitam o korpo; kultivam amizades

K ontusões? Até dormindo você pode adkirir uma
K uando se treina kom responsabilidade, é seguro
K apacete, luvas, kolchões de espuma?
K i nada, é só um muro!

O nde podemos enkontrá-los pra entendermos tudo isso, definitivamente?
O orkut foi onde os enkontrei; tenho aprendido kom eles a kada dia
O uve-se dizer ke o parkour é bom pro korpo e pra mente
O ra, movimento, ora, arte? Uma atividade sadia

U mas das kuriosidades é ke foi inspirado em téknikas de salvamento
U ma forma de salvar pessoas de um jeito rápido e efikaz
U tilizam o próprio korpo komo instrumento
U m gesto de amor e paz

R efiz amizades, enkontrei novos atrativos
R epresentantes do parkour em várias partes do nosso país
R eúnem-se de kuando em kuando pra diskutirem objetivos
R espeito-os. Kom vocês sou feliz!

Imagem destaque. O Felipe (PK Villa Lobos) observou uma barra de ferro corroída por ferrugem oferecendo risco aos transeuntes, inclusive aos traceurs que costumam treinar lá. A dica de segurança é: averiguem bem onde vocês treinam! Pode ter fios desencapados, buracos, cacos de vidro nos muros a serem escalados, pregos; alguns muros podem estar prontos pra despencar etc.

p.s.- a barra foi retirada

DICAS SR DAS TOKAS

ALIMENTAÇÃO
boa alimentação; beber água (hidratar o corpo)
cuidado para não alimentarem-se em demasia antes e/ou depois do treino, ou, não se alimentarem pré e/ou pós treino

CORPO
consultar um médico pra avaliar sua saúde, suas condições físicas para não agravar possíveis problemas que talvez você tenha e não sabe, cuidado com fraturas existentes; dores constantes etc
avaliar problemas de visão
massageie alguns pontos doloridos ao invés de se auto-medicarem
o uso do filtro solar evita danos na pele
respeite seu corpo

VESTUÁRIO
a vestimenta personalizada promove a segurança e desmarginalização (camisetas)
treinos com óculos é perigoso

ESPAÇO FÍSICO
verificação do solo antes dos treinos: cacos de vidro, buracos, objetos que ofereçam perigo; solo molhado

SOCIAL
considerando que a filosofia Parkour não promove à competição, fica mais fácil promover a união dos traceurs ao invés de intrigas por causa de estilos diferentes (Parkour, Free Running etc)
respeito aos colegas, a si próprio, ao patrimônio público e boa conduta para dar bom exemplo principalmente aos iniciantes, evitando assim a má impressão social e familiar

INFORMAÇÃO
informar-se sobre o Parkour (início, objetivo, filosofia etc) através de blogs, sites; traceurs mais experientes, pois, através do conhecimento e conscientização dessa prática, atualizando-se em pequenas reuniões no seu bairro, treinos com vários grupos ou nos encontros, você perceberá naturalmente o que o Parkour pode lhe oferecer e vice-versa. Conquiste seu lugar no Parkour que ele abre espaço pra você!
Não fique à mercê dos outros, eles se darão ao luxo de decidirem o que fazer com vc!

Le Parkour

Um esporte? Uma prática? Uma atividade? Um movimento? Muitos dos praticantes têm caracterizado o Le Parkour de acordo com a realidade de cada um, e o mais interessante é que como quer que seja "definido", pra muitos com quem conversei, é como religião hoje em dia: cada um tem a sua a respeita a do outro. Sob muitos mistérios no que diz respeito à adequação da filosofia Parkour, ainda assim o que se vê de mais proveitoso é o companheirismo, a não-competição de muitos e a solidariedade, sem contar o respeito, considerando que há brasilienses, cariocas, mineiros e curitibanos treinando com paulistas e vice-versa. E quando muitos deles vêm de mochilas de suas cidades e se instalam na casas de um cara que ele viu algumas vezes nos Encontros, ou, conversou algumas outras vezes no Msn? Arriscado? Que nada. O Le Parkour tem um curioso poder de unir pessoas de várias posições sócio-econômicas, "etno-intelectuais", etárias... num só ponto, num só propósito, onde esses pequenos detalhes nem são considerados. Maravilha. E no quesito solidariedade? Uma vez me aconteceu um fato - dentro vários que sempre acontecem dessa natureza - que me deu inspiração pra redigir esse texto: uma dia eu estava sem grana suficiente pra pegar o busão e comer alguma coisa e, sempre de costume, aos domingos ía no Ibirapuera visitá-los e continuar minhas pesquisas e tecer um ponto aqui, outro ali. Cheguei no Ibirapuera a pé. Cheguei meio tonto de fome e um pouco cansado, pois tinha andado do final da Paulista até o parque - não é muito pra quem está acostumado, mas sem almoçar... Sentei perto de uma árvore e perguntei se alguém tinha algo dentro da mochila pra eu comer. Um deles, com seus 16 anos, sacou uns salgadinhos e uns pães de queijo (que ele tinha guardado pra namorada) e meu deu. Até aí tudo bem, qualquer um com o mínimo de espírito solidário teria feito o mesmo. Porém, no final do dia, ainda na mesma situação financeira, pra ir embora resolvi pedir pra todos que estavam lá, menos ao que tinha matado minha fome, sei lá, fiquei envergonhado... Ninguém tinha sequer um puto. Foi quando pedi pro último cara uma passagem de ônibus, ele me ouviu pedindo e me disse que tinha, pra eu não me preocupar. Depois, longe de todos, sutilmente, ele colocou bem dobradinho no meu cachecol. Até assutei, pensei que era uma de suas brincadeiras, mas quando fui ver tinha doze reais. Segurei o dinheiro e perguntei pra ele por que ele tinha me dado quase seis vezes mais o que eu precisava? Respondeu: - "Pra você passar a semana". Aquilo me fez viajar no pensamento... E uma das coisas que pensei foi: como um cara pode se preocupar com uma pessoa daquele jeito? Fiquei estarrecido. Claro. Isso não significa que um adolescente não possa fazer isso, mas, pelo menos comigo, isso soou incomum. Daí, mais uma vez fui buscar as razões de estar pra lá de envolvido no Le Parkour... Eu que não pratico, me vejo fascinado pela prática e pelas amizades novas, imagine quem pratica então? É uma força sem explicação, só não vou lá quando não dá mesmo. É realmente uma família que cresce a cada treino, sempre tem gente nova querendo conhecer o Parkour. São pais trazendo seus filhos que viram algo na tv, no jornal, pra que eles experimentem esse "esporte diferente"; são casais de namorados que uma vez ficaram admirados com os movimentos dos traceurs e no outro dia foram tentar; são praticantes de alguma arte marcial, dança... que foram em busca de aprimoramento técnico. Enfim, o Le Parkour é como coração de mãe. Outra característica interessante que eu vejo nos traceurs (praticantes do Le Parkour) é a habilidade que muitos tinham mas não se davam conta. A didática, o senso de liderança, por exemploo. Observei várias vezes amigos traceurs passando seus conhecimentos ainda que poucos, porém, suficientes pra que seu "aprendiz" possa dar um ponta pé inicial nos movimentos básicos: um rolamento, uma precisão... Muitos deles nem sabem o quão talentosos são. E quando digo talento, não me refiro só em dar grandes vaults ou desenvolver grandes performances, mas também, em saber ouvir e passar para o interessado algo que ele possa desenvolver com segurança e disciplina. Além do mais destaco muitos outros pontos positivos na prática... em breve! Abraços, Bikoitinhus!

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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, VILA POMPEIA, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Arte e cultura
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